É preciso valorizar a agricultura familiar

A agricultura familiar é uma das principais atividades econômicas de Chapecó e do Oeste de Santa Catarina. A região é a principal produtora de alimentos de origem animal do Estado e uma das maiores do Brasil, sendo o carro-chefe do desenvolvimento econômico e social do Oeste e alavancando os indicadores econômicos de todo o Estado. Só para se ter uma ideia, 78% da produção de frango e 78,7% da produção de suíno de Santa Catarina são produzidas no Oeste.

Chapecó tem quase 4 mil famílias vivendo no interior, totalizando mais de 15 mil pessoas. O destaque é a agroindústria familiar, com setores como avicultura, bovinocultura, suinocultura e piscicultura; o plantio de milho, soja, feijão, trigo, fumo, frutas e hortaliças; e a produção de proteína, como ovos, carnes e lácteos. Conforme o último dado oficial, de 2015, o Produto Interno Bruto (PIB) de Chapecó foi de R$ 7.676.794,40, sendo R$ 1.147.507,28 do setor da agricultura.

Mas, apesar dos números e dados, nem tudo são flores. As estradas de acesso às propriedades estão geralmente em estado ruim ou péssimo, o que dificulta o escoamento da produção e encarece o produto final. Aliado a isso, a própria estrutura das comunidades necessita de melhorias. O fortalecimento dos conselhos municipais de desenvolvimento rural é urgente para justamente cobrar ações da prefeitura, através da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente (Sedema).

Ainda, penso que duas ações são essenciais: a ampliação e reestruturação das feiras de produtos coloniais e o aumento das compras diretas da agricultura familiar para a merenda escolar. Hoje, são 10 pontos de feira, com mais de 130 famílias envolvidas na produção primária e no processamento dos produtos coloniais. Mensalmente, esses espaços geram cerca de R$ 500 mil em movimentação econômica. Acredito que as feiras livres devem ser estimuladas e ampliadas pelo poder público.

Aliás, a regulamentação das feiras livres está tramitando na Câmara de Vereadores, após exigência do Ministério Público (MP) por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a prefeitura de Chapecó. Acredito que a medida é válida, pois visa tornar mais igualitário o acesso de agricultores às feiras livres. Penso que, por exemplo, a forma de seleção dos agricultores deve ser realizada por processo seletivo e não por concorrência, como é feito atualmente pelo poder público.

A recuperação das estradas e vias do interior, o fortalecimento das feiras livres, e o estímulo aos agricultores familiares formam um tripé de ações necessárias para a continuidade desta importante atividade que promove o desenvolvimento econômico e social de Chapecó. O poder público precisa estar atento e atuante. Nós, enquanto vereador, estamos fiscalizando e cobrando da prefeitura ação e promoção de atividades que estimule e fortaleça a agricultura familiar em nosso querido município.agriculturafamiliar

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