Os desafios do Transporte Coletivo de Chapecó

O transporte coletivo de Chapecó precisa avançar. Isso é fato e é o que cobramos desde que assumimos como vereador, em 2013. A bagunça que o sistema se encontra se deve ao fato de que desde 2010 o transporte coletivo não possui contrato vigente, quando venceu o período de concessão, que era de 20 anos. Nestes oito anos as duas empresas seguiram prestando o serviço, devido à importância do transporte coletivo para a população. Entretanto, a qualidade foi piorando, especialmente a de uma empresa.

Nesta semana, a Audiência Pública de apresentação do novo edital trouxe um alento aos cidadãos chapecoenses de que o serviço deve melhorar. Merecem destaque dois pontos: a outorga, recurso que a empresa vencedora deve pagar à administração municipal, será de no mínimo R$ 5,6 milhões, valor que será empenhado na construção de abrigos de passageiros adequados. O outro aspecto é que a média da frota de ônibus deve ser de no máximo quatro anos e meio. Estas eram duas das principais reclamações dos usuários.

Em média, 70 mil pessoas utilizam diariamente o transporte coletivo em Chapecó. É preciso observar que os atuais 591 pontos de parada são, na enorme maioria, insalubres, isso quando eles existem de fato. E muitos ônibus, principalmente os que fazem as linhas Presidente Médici, Seminário, São Pedro e Santa Maria, estão em péssimo estado. Espero que o recurso da outorga seja, de fato, investido na construção de abrigos de passageiros e que a frota de veículos seja moderna e atenda o povo satisfatoriamente.

É preciso dizer que alguns pontos não estão contemplados no novo edital. Por exemplo, não há prazo para que os novos terminais que constam no Plano de Mobilidade Urbana sejam construídos. Ou seja, em princípio a empresa que vencer a licitação continuará operando as mesmas 23 linhas, e o atual Terminal Urbano será o único existente. Em curto prazo, nada mudará nesta parte. E é isso que me preocupa: a população precisa da expansão de linhas e horários, ainda mais trabalhadores da agroindústria e do comércio.

O novo edital vem para melhorar a prestação de serviço, mas os desafios são enormes. A expectativa é que o número de usuários cresça 2% por ano. Mas, para isso, o Plano de Mobilidade Urbana precisa sair do papel, sendo que a prefeitura não tem recursos para construir os dois novos Terminais e implantar o Sistema Binário, com faixas exclusivas e preferenciais para os ônibus. Sem resolver isso, provavelmente quase nada mudará. A licitação foi finalmente lançada, agora a cobrança é pela implementação da Mobilidade.

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