Temos que valorizar a agricultura familiar e as feiras livres

O Oeste catarinense é uma região que ainda resiste ao êxodo rural, muitas famílias moram em propriedades rurais. Somente em Chapecó, há aproximadamente 15.417 pessoas que moram no interior, estas famílias em sua maioria se sustentam por meio da atividade agrícola e pecuária. A atividade da agricultura familiar é essencial na região. Nosso município, Chapecó, cresce gradativamente. Assim sendo, historicamente a agricultura gera oportunidades: além da cultura de subsistência, as feiras livres caracterizam um espaço alternativo e necessário para os agricultores, importante meio para geração de renda e trabalho.

As pessoas de Chapecó e região demonstram que sabem administrar e garantir a produção local mesmo em tempo de crise econômica, o que revela uma região de grandes empreendedores. A produção de origem animal e vegetal é a base da agricultura familiar, o destaque é a produção de frango e suínos, o Oeste é fonte de mais de 70% da produção de carne em Santa Catarina, o que torna evidente que a região é exemplo de produção no Estado.

Mesmo que os números apontem a importância da agricultura familiar, ainda existem muitos obstáculos a serem superados. As estradas do interior são um claro exemplo disto, o acesso da área rural para urbana e vice-versa é péssimo. Para solucionar estes casos, é necessário fazer manutenção contínua para que os moradores e agricultores se locomovam e assim facilite o escoamento da produção.

É essencial a gestão municipal ter interesse e buscar exemplos de outros municípios. Tunápolis é localizado no Extremo-oeste catarinense e tem cerca de 4,5 mil habitantes, apresentando um planejamento eficiente para a conservação de estradas, mas acima de tudo, nos mostra que é uma decisão, se é prioridade para o gestor municipal existe qualidade, se não é, a população paga o preço.

Para mostrar a força da agricultura no Oeste, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais aponta que aproximadamente 40% da economia chapecoense é resultado da produção agrícola, bem como o processo de industrialização. Número este que aponta um dos principais pilares do desenvolvimento local e o gestor público precisa priorizar e valorizar para manter o crescimento econômico da região.

Uma das principais características da comercialização dos produtos da agricultura familiar é a confiança que os clientes têm pelos agricultores e na qualidade dos produtos. Essa proximidade entre produtor x cliente é uma das valorosas características desse modo de produção. Porém, o município precisa valorizar essa relação, a agricultura familiar do Oeste é reconhecida a nível regional e estadual, pela sua qualidade, mas o reconhecimento precisa também vir do poder público.

As feiras comercializam bolachas, peixes, mel, frutas, verduras, queijo e até mesmo flores, produtos variados. No entanto, é preciso melhorar as condições de espaço e estrutura dos feirantes, bem como a publicidade. Por mais que existam programas e ações de incentivo aos feirantes, o município necessita criar políticas próprias para valorizar a produção da agricultura familiar e a comercialização destes produtos.

Penso que produzimos muitos alimentos, por conta disto é preciso quebrar alguns paradigmas preconceituosos para que mais pessoas tenham acesso à produção local, pois há qualidade, só destaco novamente: é fundamental que o município ofereça estrutura e promova ações para que possamos desenvolver um setor que é destaque na região: a agricultura familiar.

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